conheço tudo de jorge, mas nunca li zélia.
conheci zélia, e nunca vi jorge.
era estudante e ela foi ao colégio para falar sobre literatura. acabou falando sobre o que a literatura lhe proporcionou.
mais do que fama, reconhecimento, dinheiro ou realização, a arte proporcionou a zélia encontros.
sartre e simone de bevoir conheceram o brasil a seu convite. caymmi, verger, carybé, di cavalvanti… todos frequentaram a casa do rio vermelho.
em defesa a fundação casa de jorge amado, joão ubaldo disse: “gil, sem jorge você talvez fosse apenas uma hipotese…”
foi num jantar com neruda que zelia e jorge começaram a namorar.
a arte e a arte dos encontros.
o melhor é que apesar da convivência com as mentes mais importantes da arte e da cultura do século passado, para zélia só havia jorge, e para jorge só havia zélia.
não acredito num amor diferente do que habitou a casa do rio vermelho. como escreveu nelson “todo amor é eterno. se não é eterno, não era amor.”
hoje zelia e jorge podem desfrutar da eternidade.
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