
que medo louco
que ilusão maldita
que me persegue
que acaba com minha manha
que destrói minha manhã
o que fazer quando remédios perdem o efeito?
o que fazer quando se têm a consciência de que não há jeito?
tudo começa, termina comigo
devorar-me, para renascer
morrer, para poder viver
digerir cada aspecto de mim
viver minha morte
ser minha vida
reconhecer cada traço
esquecer cada caracter
fora de si é metáfora para o encontrar
degustar
enfrentar
experimentar
expelir o pior de mim
afinal o que extirpo também não é parte de mim?
tudo começa onde termina
ciclo sem início
do submundo
emergir no consciente
me beliscar
mordiscar
engolir
me devorar
me fuder,
me comer,
querer,
me morder.
o medo só acaba
quando se digere a consciência
de que não há fim.
Adorei. Tem ritmo. E ritmo é a alma da poesia.
Seu blog é vivo, salta da tela. Fantástico!
obrigado alyne!
só tô precisando atualizar mais… rs
mas o que é vivo nem sempre tem disciplina.
bjo!
Acabei de entrar no seu bog pela primeira vez por curiosidade através de um link que vi no eu twitter…Desculpe a ignorância mas não sei bem quem você é… Te achei através dos replys de varias pessoas do twitter… Devo dizer que logo esse primeiro poema me impressionou…Como o comentário anterior diz, tem ritmo, quase parece uma musica cantada por bethânia… Parece semelhantemente nu, despido de redundâncias, aspectos enfadonhos e prolixos… Cru, talvez essa fosse a palavra certa… De qualquer forma me indentifiquei… Esse comentário é só pra dizer, parabéns! Espero que o restante da leitura do seu blog seja igualmente prazeroso!
obrigado luana!
muito honrado com a comparação
acho que todo mundo que escrever que ver seu texto sendo interpretado por bethânia
bjo!
Adoro literatura, e poesias em especial. Sou aprendiz ou metido a poeta(:D), e vim dizer que adorei os seus escritos, soam vivos, verdadeiros, reais, loucos, mágicos. Parabéns.
http://www.buracosebecos.blogspot.com – Meu blog de poesias e pensamentos.