22
set
13

me interessam.

Migalhas dormidas do teu pão
Raspas e restos
Me interessam
Pequenas porções de ilusão
Mentiras sinceras me interessam

Teu corpo com amor ou não
Raspas e restos me interessam
Me ame como a um irmão
Mentiras sinceras me interessam
Me interessam.

Estou pedindo
A tua mão
Me leve para qualquer lado.

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26
abr
13

poder

Deus me dê clareza
mas, por favor,
não sem força.

afinal,
de quê adianta ver,
quando não se consegue mudar?

para que entender,
se não há como lutar?

consciência sem atitude
é prisão, martírio.

paralísia consciente
briga com o próprio corpo

fonte de culpa,
abismo de tristeza.

ah,
o querer.

o querer é mais forte
que a consciência do que se quer.

melhor do que não saber o que se quer,
é simplesmente não querer.

renuncia, é libertação
não querer, é poder. (f.pessoa)

26
abr
13

it’s a long way.

07
abr
13

querer

 

ciência
para quê saber?
para quê saber o que se quer,
se não existe hora para o querer?

o querer chega
com a força da natureza
e realiza num segundo o que uma eternidade não foi capaz

e
segundos de querer
duram apenas, segundos.

seja breve,
esteja presente,
não procure saber.
procure não saber.

se liberdade é felicidade
o segredo é não saber o que se quer,
o segredo é apenas querer.

ir, vir
ser, fazer
falar, não dizer
só perdoa quem é livre

.

19
nov
10

reciprocidade

reciprocidade.

cobrança calada. justa.

jurisprudencia.

justiça sem juri.

regulamento.

simples.

difícil.

preciso.

13
nov
10

Em primeiro lugar.

Em primeiro lugar vinha Camões porque, como escrevi em O Ano da Morte de Ricardo Reis, todos os caminhos portugueses a ele vão dar. Seguiam-se depois o Padre António Vieira, porque a língua portuguesa nunca foi mais bela que quando a escreveu esse jesuíta, Cervantes, porque sem o autor do Quixote a Península Ibérica seria uma casa sem telhado, Montaigne, porque não precisou de Freud para saber quem era, Voltaire, porque perdeu as ilusões sobre a humanidade e sobreviveu ao desgosto, Raul Brandão, porque não é necessário ser um génio para escrever um livro genial, o Húmus, Fernando Pessoa, porque a porta por onde se chega a ele é a porta por onde se chega a Portugal (já tínhamos Camões, mas ainda nos faltava um Pessoa), Kafka, porque demonstrou que o homem é um coleóptero, Eça de Queiroz, porque ensinou a ironia aos portugueses, Jorge Luis Borges, porque inventou a literatura virtual, e, finalmente, Gogol, porque contemplou a vida humana e achou-a triste.

Saramago.

09
abr
10

entre linhas

se pudesse escolher um super-poder.

no inicio

nao saberia muito bem o que fazer.

depois, definiria:

gostaria de poder ler minha propria mente.

sem entre linhas

entendê-la como se fosse mesmo um dicionario.

uma enciclopedia

barsa, objetiva

afinal,

para que entre linhas?




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