23
set
06

The Euston Manifesto

Sempre tive dificuldade de me definir politicamente. Na realidade sempre optei pelo caminho mais fácil que sempre foi ser carlista. Mas ser carlista é pequeno, restritivo e pra ser bem sincero – casuístico. Pra quem tem como referência de mundo a Bahia e Salvador é suficiente. Quero acreditar que não é meu caso.

Num dos posts anteriores mencionei que estava em processo de tucanização, isto é, estava caindo no colo do PSDB. Na verdade tenho uma grande admiração pelo estilo de Fernado Henrique. Sem duvida foi um presidente que olhava cada uma de suas ações com uma perspectiva mais abrangente: a perspectiva de um homem que sabia que estaria entrando para a história. Não ouso afirmar que os tucanos são mais honestos que os outros, mas se eu tiver de ser de alguma forma lesado, que seja pelo menos por sociologos e economistas.

Mesmo saindo do carlismo para a turma de FHC, ainda assim não estou satisfeito. Um partido que tem entre suas figuras um politico xenofobo José Serra não pode ser uma referencia para ninguém. Por mais que o PSDB seja talvez o partido mais consistente em termos de posicionamento político, ainda é pouco. Temos que abrir um pouco mais o angulo de visão.

Quando olhamos para o mundo vemos que a política mundial não está tão diferente da Brasileira. Eu me recuso a acreditar no binomio republicanos x terroristas. Muito menos democratas x republicanos. A terceira via se transformou numa grande piada de mal gosto e Tony Blair jogou fora a oportunidade de se transformar num dos maiores estadistas da era pós comunismo.

Recentemente tive acesso a um documento que me impressionou bastante. O Manifesto Euston. Há alguns meses um grupo de pensadores ingleses juntaram-se para produzir um documento que seria a re-criação da nova esquerda mundial. Uma evolução de verdade. Se auto intitulam democratas e progressistas, e não excluem ninguem de fazer parte deste grupo. No manifesto o grupo faz 15 statements que são a prova de que se pode fazer política com bom senso. Vou copiá-los no final do post.

Toda a divulgação do manifesto foi feita pela internet, através de blogs. É um movimento que permite o dialogo, e que já nasce nos braços do novo mundo e da nova democracia que a internet proporciona.

Enfim, encontrei nesse manifesto a tradução do meu posicionamento sobre a maioria das questões que a sociedade global vive hoje. Uma visão de mundo acima do casuismo e da idéia de votar no “menos ruim”. Hoje, sou esquerda.

1) For democracy.
2) No apology for tyranny.
3) Human rights for all.
4) Equality.
5) Development for freedom.
6) Opposing anti-Americanism.
7) For a two-state solution.
8) Against racism.
9) United against terror.
10) A new internationalism.
11) A critical openness.
12) Historical truth.
13) Freedom of ideas.
14) Open source.
15) A precious heritage.

Mais informações: http://eustonmanifesto.org/joomla/

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pedro:

  • Vou-me embora para Bahia, terra onde o mercúrio retrógrado não faz a menor diferença. 9 hours ago

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