30
nov
06

Livros Áridos

[ bibliochaise – nobody&co / italia ]

Ultimamente não tenho lido tantos livros, mas estou feliz com os poucos livros que estou lendo. Acabo lendo vários livros ao mesmo tempo, o que somado ao pouco tempo que tenho livre, faz com que eu demore mais do que o normal para terminar de lê-los.

Graças a deus adquiri o habito de não pegar no sono sem antes ler pelo menos um capitulo de um livro. Isto é que mantem minha leitura em dia.

O primeiro que estou lendo é o livro do ex-presidente FHC: “A arte da política”. Fascinante tanto pela escrita refinada, pela quantidade de referencias, pela ironia inteligente e por tratar-se de um período no qual vivi conscientemente. Considero que comecei a acompanhar a política brasileira após o impeachtment de Collor e declarei o fim de meu interesse nesse assunto logo após a reeleição de Lula. Tá certo que comecei cedo, mas 14 anos acompanhando a política brasileira é tempo suficiente para concluir que não há jeito.

Estou lendo também um livro inspirador sobre “The Long Tail”, de Chris Anderson. De tão inspirador acabei escrevendo tantos posts sobre o assunto que prometo não escrever mais nenhuma linha. Paro por aqui.

O outro livro que estou lendo é um estudo fascinante sobre o Candomblé da Bahia do sociólogo frances Roger Bastide. Com essa obra estou me aprofundando em quase todos os detalhes dessa religião que faz parte da vida de todos os baianos e que vem se tornando cada vez mais importante na minha vida também. Estou matando todas as minhas curiosidades e me preparando para o momento em que poderei me envolver de fato com esse universo. Foi deste livro também que tirei o nome da minha empresa – Nagô.

Além disso, sempre acabo lendo um pouco de Nelson Rodrigues para elevar o tom de minha escrita e um pouco de Maquiavel – nesse caso só para consulta.

Pra terminar uma frase de Nelson:

“Por tudo que sei da vida, dos homens, deve-se ler pouco e reler muito. A arte da leitura é a da releitura. Há uns poucos livros totais, uns três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, em vez disso, o leitor se desgasta, se esvai em milhares de livros mais áridos do que três desertos.”

Vou seguir o conselho do cronista e meus próximos posts de literatura serão sobre meus livros totais. São poucos e bons.

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