19
abr
07

Jurubeba

Em 1975, dois negros conscientes de suas raízes, de suas obras, de suas diferenças e semelhanças e fundamentalmente de seus ilimitados talentos musicais juntaram-se despretensiosamente num estúdio.

A gravação aparentemente correu sem tensão ou pretensão, e fomos presenteados com um dos albuns mais humildemente psicodélicos da música brasileira. Típico encontro de Ogum com Xangô: técnica orgânica guiada por pura e inconseqüente emoção.

Esse talento permite 13 minutos de improviso sobre o afoxé “Filhos de Gandhi” e mais 12 min sobre o clássico “Taj Mahal”. Uma riqueza de ritmos, sons e efeitos que precede qualquer tecnologia sampleadora.

Não sei se o album chegou a ter sucesso comercial. Possivelmente não. Não importa, sem duvida o objetivo não foi esse.

“Gil e Jorge” é o registro mais naturalmente fiel do dialogo negro nagô entre Rio e Bahia. Dialogo este que só poderia acontecer entre Ogum e Xangô, entre Gilberto Gil e Jorge Ben.

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1 Response to “Jurubeba”


  1. 1 Zé Pedro
    abril 20, 2007 às 4:09 am

    Gil comenta e ri até hoje que a música “Essa é pra tocar no rádio” nunca tocou. A faixa “Jurubeba” fez relativo sucesso, mas o disco no geral não foi um estouro de vendas.


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  • Vou-me embora para Bahia, terra onde o mercúrio retrógrado não faz a menor diferença. 10 hours ago

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