15
nov
07

não-morar


aos sessenta anos ainda estou de mudança

de casa em casa, poucas vezes me sinto em casa

mais do que dormir – acordar tranquilo
estado de transição, impermanencia, não-perenidade
tempo perdido.

por que construir, se amanhã é dia de mudança?

me sinto em casa quando estou perto do mar
o horizonte está ao lado, é infinito, esconde segredos
eu o vejo, mas não estou nele.

segurança

como viver numa cidade sem horizonte
infinitude de possibilidades
turbilhão de não-acontecimentos
onde o melhor guia é o ego?

antes proclamava o não-morar
hoje passo meus dias procurando um lar.

casa é corpo
espírito é horizonte

o lar sou eu

.

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